A História e Psicologia Por Trás do Natal

The origin of a red and white Santa Claus Fonte: Pixabay Existe algum tipo de celebração de Natal em virtualmente todos as partes do mundo. Você deve conhecer a tradição de erguer uma árvore de Natal, de a decorar e de colocar prendas na sua base. Pode ser colocada uma estrela no topo da árvore e esta pode ser coberta com luzes cintilantes nos seus ramos. Até podem existir rumores de um homem vestido de vermelho e branco a descer a chaminé e a entregar estas prendas, carregando com ele uma lista de boas e más ações que determina que crianças merecem prendas, ou se um pedaço de carvão é mais apropriado! Mas isto, é claro, é apenas uma celebração cultural do Natal, associada na sua maioria à religião cristã que celebra o 25 de dezembro como o nascimento de Jesus de Nazaré. Existem muitas outras formas e feitios para observar esta época festiva, todas com pormenores diferentes, mas no geral ocorrem durante a mesma altura do ano. Na verdade, o Natal passou por várias evoluções e alterações ao longo dos séculos. Se aprofundarmos um pouco, veremos que não só era um feriado que não tinha nenhuma ligação original a árvores ou ao Pai Natal, mas também que era celebrado de uma forma totalmente diferente até mais recentemente do que pode assumir-se.

O Nascimento de um Feriado

Nos Estados Unidos, 25 de dezembro é um feriado oficial desde 1870. Mas a celebração desta altura do ano já existe há muito mais tempo. A celebração originalmente não era baseada no nascimento de Jesus mas sim no solstício de inverno. Isto refere-se a um ponto nas estações em que o inverno rigoroso está finalmente a chegar ao fim e estão prestes a chegar os dias mais compridos e clima mais quente. Dado que os nossos antepassados eram agricultores e dependiam fortemente das estações para sobreviver, o solstício de inverno era uma ocasião extremamente importante. Na Escandinávia, por exemplo, os Nórdicos referiam-se ao período de tempo como Yule, que começava oficialmente a 21 de dezembro. A celebração geralmente estendia-se até janeiro à medida que o tempo começava a aquecer, e faziam-se fogueiras com troncos de árvores e organizava-se grandes banquetes, com foco nas colheitas abundantes que se teria no ano seguinte. Do mesmo modo, nos países europeus as celebrações também ocorriam nesta altura do ano, apesar de serem por motivos diferentes. Era em dezembro que os animais eram abatidos para evitar alimentá-los durante o inverno, o que resultava em enormes banquetes que duravam dias. Cervejas e vinhos produzidos no início do ano também estariam geralmente prontos nesta altura do ano, o que dava aos banquetes um toque extra de diversão e alegria. Na Alemanha especificamente, era homenageado o deus pagão Odin, que se dizia que vinha dos céus de noite, olhava para a terra e determinava quem seria próspero no ano que vinha e quem morreria. Todas as ligações já devem estar a constituir-se nesta altura relativamente a como o Natal moderno adotou os seus pormenores. Sente-se festivo? Jogue os melhores jogos de casino online no Platinum Play e veja se consegue pôr um pouco mais de alegria no seu bolso! Também temos slots online com tema de Natal que irão mantê-lo com espírito festivo durante todo o mês de dezembro!

Saturnália e Cristianismo

Em Roma, havia outra celebração que ocorria durante o solstício, conhecida como Saturnália. Batizado em homenagem ao deus popular Saturno, a celebração era uma altura para os cidadãos se desinibirem, se aventurarem e comerem e beberem em quantidades excessivas. As escolas estavam fechadas durante as celebrações com duração de um mês, e os escravos e os camponeses celebravam lado a lado o tempo todo. Mais importante, no entanto, era que a Juvenália também era celebrada nesta altura, especificamente a 25 de dezembro. A festa era em honra a Mithra, um deus infantil que se pensava ter sido trazido para o mundo a partir de uma pedra. Durante esta altura, o Cristianismo tinha um feriado grande: a Páscoa. O nascimento de Jesus de Nazaré não era celebrado de todo. Pelo menos até ao século IV, quando foi estabelecido que o nascimento de Jesus seria celebrado a 25 de dezembro. Curiosamente, o Papa Júlio I decidiu a data. Esta data não é mencionada na Bíblia e tem sido um ponto de conflito entre puritanos cristãos e oficiais da igreja. Então por que foi escolhida a data? Acreditava-se que se tinha escolhido o 25 de dezembro para o feriado apelar ao maior número de culturas possível pelo mundo fora, sendo que o solstício de inverno já era um grande dia de celebração e a Saturnália e o nascimento de Mithra também encaixavam no período de tempo. De qualquer forma, o Natal pegou e espalhou-se rapidamente, sendo que no século VI já seria celebrado na Escandinávia, Egito e noutras partes do mundo.

Natal mas Não Cristão

O que é esquecido é que apesar de o Natal ser celebrado por todo o mundo, a forma como era celebrado perdera-se totalmente. Na Idade Média, apesar de o Natal ter praticamente substituído todas as tradições pagãs antigas, as celebrações eram descontroladas, embriagadas e vistas geralmente como uma desculpa para as pessoas se portarem mal sem grandes consequências. Surgiu uma prática comum em que os pobres de uma zona iam às casas dos ricos e exigiam que lhes entregassem a melhor comida e bebida que tinham. Se não o fizessem, os invasores causariam o caos. Consequentemente, ficou visto como uma altura em que os ricos davam aos mais desafortunados e manter uma espécie

Natal nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a celebração demorou muito mais a enraizar-se do que noutras partes do mundo. Isto deveu-se a uma alteração nas crenças religiosas em países europeus. O Natal foi banido pela primeira vez em 1645, com uma onda de ênfase no lado religioso do Natal e um voto para se livrarem das celebrações anteriormente descontroladas. O feriado seria restabelecido posteriormente. No entanto, os separatistas ingleses que partiram para as Américas em 1620 eram ainda mais devotos ao lado religioso do feriado e quando as celebrações foram restabelecidas no seu país natal, permaneceram banidas na América, em particular em Boston, até 1681. A revolução iria mudar isto, como é do conhecimento geral, e finalmente, após os costumes se terem afastado gradualmente da ligação aos países europeus, o Natal tornou-se novamente legal em 1870. Festive traditions and their evolution Fonte: Pixabay

Um Feriado Reinventado

Ainda assim, apesar de o feriado estar novamente em pleno, não era nada mais que uma desculpa para encher as ruas de bebida, mau comportamento e eventualmente motins. No início do século XIX, houve grande inquietação nos Estados Unidos, quando a época festiva era alimentada pela embriaguez e pelas desculpas do feriado e era frequentemente uma altura de protestos contra as classes mais altas. Isto deu lugar a um movimento para que as festividades se focassem menos no mau comportamento e mais em torno de um sentido de paz, prosperidade e de convívio em harmonia. Pouco depois, saiu um livro que teve um impacto tão grande e profundo que quase desafia qualquer explicação racional. O livro chamava-se Um Conto de Natal e tornou-se tão popular que redefiniu uma tradição de longa data com um efeito quase mágico. O que dantes era uma altura de bebida e protestos tornou-se um período relaxado de calma e serenidade, pouco mais de 100 anos após o lançamento do livro.

O Natal Agora é Vermelho, Branco e Verde

Foi na altura do início do século XX, especificamente em 1931, que o feriado tomou outro rumo interessante. No entanto, este criado de forma mais consciente que o bondoso livro Um Conto de Natal. A mudança diz respeito à personagem do Pai Natal e como ele se transformou numa imagem icónica e muito específica que seria adotada por todo o mundo. A personagem do Pai Natal passou por várias mudanças e evoluções, mas obteria uma forma distinta e imutável da década de 1930 para a frente. Foi durante esta altura que a Coca-Cola queria capitalizar o espírito do feriado e tornou-se uma parte inseparável dele. Então, com a ajuda do artista Haddon Sundblom, um homem gordo e feliz foi criado, com mantos vermelhos e brancos, as cores oficiais da Coca-Cola. A campanha de marketing varreu os Estados Unidos e foi extremamente bem-sucedida em tornar o vermelho e o branco cores tão amplamente aceites como o verde, que já era uma cor natalícia. O verde aparecia maioritariamente na forma de árvores de Natal e azevinho decorativo. No entanto, desde então, não haveria nenhuma representação da personagem do Pai Natal que não tivesse as suas vestes vermelhas e brancas, trazendo-nos uma das imagens mais populares da época festiva que agora celebramos. Naturalmente, a grande maioria já não vê o Pai Natal como uma imagem promocional da Coca-Cola e as suas cores são mais ou menos inerentes. Mas, não obstante, é curioso compreender que ele era, e continua a ser, uma criação de uma empresa de refrigerantes globalmente dominante. Para aqueles que dizem que o Natal hoje em dia é motivado por ganância comercial, isto parece justificá-lo!

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